Na manhã, um clarão
Não mais claro que o
desejo de escalar as
montanhas da tentação.
Apressa-te,
o tempo corre com a rapidez
dos meus passos e respiração.
Que agonia!
Sigo em linha reta
O caminho é perigoso
Olho para os lados
Um rio de aflição
Cabelos ao vento
Sujeitos, suspeitos
O medo, meu espião.
Passo pelas pedras
Desafiando o perigo
Desta selva ainda
Molhada pelo orvalho
das folhas no chão.
Enfim, o fim da linha
Agora quebrada
Lá está você com uma
Carinha despreocupada
Safada?
Passo pelo portão
Ouço a batida,
não é a construção
mas o teu coração
que junto ao meu
dançam no compaço
dessa aventura, paixão?
E assim termina o percurso
Cansados, suados
De caminhar na trilha
Da emoção.

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